Margarette Mattos - Brazilian Artist - Iron Ore Painting

March 2, 2014










Brazilian Artist Margarette Mattos uses iron ore as the main component to create her paintings


Margarette Mattos, a Brazilian artist, who lives in Cambridge, Massachusetts, is one of the finalists this year for the Brazilian International Press Awards in the category Visual Arts.

The artist is from Vitória, a city in the southeast of Brazil. She started her career in the 1980’s in her homeland. She is self-taught in the art of painting on canvas. Her work follows the line of Abstract Expressionism which is characterized by bold colors such as red, cobalt and gold. It includes abstract shapes that resemble windows.

The main material that Margarette uses to create her paintings is iron ore. The ore is extracted from the region of Itabira (Minas Gerais) and Serra dos Carajás (Pará), and provided to the artist by Vale SA (formerly Companhia Vale do Rio Doce).

Her work and talent have been recognized in the United States and Brazil as well as in several European countries. In the Boston area, for example, her work received first prize from the Cambridge Art Association in the category of Small Works. She also won first place in the competition First Exhibition of Brazilian Artists of New England. Her work was exhibited at the Judi Rotenberg Gallery on Boston’s famous Newbury Street. In Brazil she exhibited her works in the galleries of Francisco Schwarz and Joe Slaviero & Guedes among others. Her works have been acquired by many famous and art collectors. Her patrons in the United States include former baseball player Manny Ramirez and Brazilian designer Sinesia Karol.

I recently interviewed her in her studio.

How did you start your carreer?

I started my career painting in oil and acrylic. In the same time I was attending fashion college, but I decided to quit to follow my dream to be an artist.

The natural resource iron ore is the main component you use to create your paintings. How did you start using this material in your work?

I started using iron ore in a very casual way. One day I was doing research about the architecture of my city in Brazil. The research objective was to create some paintings that described my vision of the city for the exposition called Visões de Vitória which was a project of the Federal University of Espírito Santo. I was walking through the city and as I approached the port of Vitória I observed the ships arriving and leaving. I was curious and learned that the of Vitória is the second biggest port where iron ore is exported out of the country. From that day on, I decided to study and learn more about the iron ore, so I visited the city of Itabira (Minas Gerais). This city has one of the major iron ore reserves in Brazil and is the location of Vale SA, a major mining company in Brazil. I requested some samples and to my surprise I found that the iron ore has a variety of shapes, colors, textures and sparkles. I got samples of about 20 different colors and shades. After this research I learned about the different types of iron ore.

I knew that the colors and textures are all that an artist needs to create, so I decided to try using ores in my paintings. It took years of research to find the proper way to effectively use ore in my work without losing its luster, texture and unique color.


Which artists inspire you the most?

I greatly appreciate the work of artists Antonio Aristides, Wagner Veiga and Vik Muniz. Also, I could not fail to mention my admiration of the Russian artist, Mark Rothko.


What other types of materials do you use in your paintings?

In addition to iron ore, I use iron oxide, soil, gold leaf, copper, pigments, resins, varnishes and waxes. With these mixtures I get the most interesting reliefs, textures, brightness and opacity.

Have you ever used iron ore in some other types work?

Yes. I have used iron ore in ceramic, paper and fabric works. To use these mediums involved extensive research. In the end it was worth it because the work came out exactly as I imagined.

What are your main professional and personal achievements?

I was involved in volunteer work here in Cambridge teaching arts and crafts to a group of senior citizens. I also participated in a volunteer group in King Open Preschool.
In Brazil I volunteered as an art teacher to group of disadvantaged children. We used recycled materials to create artwork.
This type of work is very rewarding and fulfilling to me as an artist.

Margarette Mattos artwork can be purchased directly from the artist.
 www.margarettemattos.com


By: Helena Martin – Cambridge – USA
Iron ores are rocks and minerals from which metallic iron can be economically extracted. The ores are usually rich in iron oxidesand vary in color from dark grey, bright yellow, deep purple, to rusty red. The iron itself is usually found in the form of magnetite(Fe3O4), hematite (Fe2O3), goethite (FeO(OH)), limonite (FeO(OH).n(H2O)) or siderite (FeCO3).Ores carrying very high quantities of hematite or magnetite (greater than ~60% iron) are known as "natural ore" or "direct shipping ore", meaning they can be fed directly into iron-making blast furnaces. Most reserves of such ore have now been depleted. Iron ore is the raw material used to make pig iron, which is one of the main raw materials to make steel. 98% of the mined iron ore is used to make steel.[1] Indeed, it has been argued that iron ore is "more integral to the global economy than any other commodity, except perhaps oil".[2]Hematite: the main iron ore in Brazilian mines





Artista plásica Capixaba Margarette Mattos é Finalista do Brazilian Press Awards – USA

Margarette Mattos, artista plástica brasileira, radicada há 8 anos em Cambridge, Massachusetts é uma das finalistas ao prêmio Brazilian International Press Awards - USA na categoria “Artes Visuais”.

A artista natural de Vitória (Espírito Santo) começou sua carreira na década de 80 em sua terra natal. A artista plástica é auto-didata na arte da pintura em tela. Seus trabalhos seguem a linha do Expressionismo Abstrato. O trabalho da artista é caracterizado pelas cores fortes, como o vermelho, o azul cobalto e o dourado e pelas  formas abstratas que lembram janelas.

Para criar suas telas Margarette usa como principal material o minério de ferro, provindo da região de Itabira (Minas Gerais) e da Serra dos Carajás (Pará), e fornecido para a artista pela Vale S.A (antiga Companhia Vale do Rio Doce).

Seu trabalho e talento já teve reconhecimento aqui nos Estados Unidos, no Brasil como também em vários países da Europa.  Nos Estados Unidos por exemplo, seu trabalho foi reconhecido pela “Cambridge Art Association” onde a artista ganhou o primeiro lugar no premio “Prize Small Works”. Ela também ganhou o primeiro lugar no premio oferecido pelo evento “First Exhibition of Brazilian Artists of New England” realizado em Boston. A artista já expôs em galerias como a Judi Rotenberg Gallery que se localizada na famosa Newbury Street, no coração de Boston. No Brasil ela já expôs suas obras nas galerias Francisco Schwarz em Vitória e na galeria Jô Slaviero & Guedes em São Paulo, entre outras. Suas obras já foram adquiridas por muitos famosos e apreciadores das artes. Aqui nos Estados Unidos por exemplo, Margarette tem quadros vendidos para o ex-jogador de beisebol Manny Ramirez e a estilista brasileira Sinesia Karol, entre tantos outros. Margarette me recebeu em seu atelie em Cambrigde (Massachusetts) e me contou um pouco de sua história.


Como começou sua carreira?

Eu comecei minha carreira pintando telas em óleo e acrílico. Nesse meio tempo cheguei a cursar faculdade de moda. Mas desisti para seguir meu grande sonho que era a pintura.

O principal componente que caracteriza o seu trabalho é o minério de ferro. Como começou a utilizar esse material em suas obras?

Eu comecei a utilizar o minério de ferro em minhas pinturas de uma maneira bem casual. Um certo dia eu estava fazendo um trabalho de pesquisa sobre a minha cidade Vitória. O objetivo da pesquisa era criar alguns quadros que descrevesse a minha visão sobre a cidade para a mostra “Visões de Vitória”, um projeto da Universidade Federal do Espiríto Santo. Durante as minhas andanças pela cidade e ao me aproximar do porto de Vitória, fiquei observando a movimentação dos navios que chegavam e saiam. E a minha curiosidade aguçada me fez descobrir que o porto de Vitória é o segundo porto onde mais sai carregamentos de minério de ferro do país. A partir deste dia, resolvi conhecer mais sobre o minério de ferro e para isso resolvi visitar a cidade de Itabira (Minas Gerais)onde se localiza umas das maiores reservas ferríferas do Brasil onde solicitei à Vale S.A algumas amostras. Para minha surpresa descobri que o minério de ferro, que pouca gente conhece, tem diversas formas, cores e texturas e brilhos. Eu consegui obter uma cartela com cerca de 20 cores e tonalidades diferentes. Lá conheci rochas opacas e brilhosas, grãos finos e grossos.
É claro, que cores e texturas é tudo que um artista precisa para criar. Com isso pensei porque não utilizar esse material em minhas telas?  Foi a partir deste momento que começou minha paixão eterna pelo minério de ferro. Mas para utilizá-lo não foi tão fácil como eu pensava. Foram anos e anos de pesquisa até eu encontrar a forma certa de inseri-lo em minhas pinturas sem que o mesmo perdesse o brilho, a textura e a cor original.

Quais artistas que mais te inspiram ?

Aprecio muito o trabalho dos artistas brasileiros Antonio Aristides (desenhista), Wagner Veiga e Vik Muniz. E claro não podia deixar de mencionar o apreço que tenho pelos trabalhos do artista plástico russo, Mark Rothko. Artista este que tomei conhecimento sobre suas obras através de um cliente americano, que um dia mencionou que meu trabalho se assemelhava muito com o dele.

Quais outros tipos de materiais voce utiliza em suas telas?

Além do minério de ferro, eu utilizo outros tipos de materiais como o óxido de ferro, terras, folha de ouro, cobre, tintas, resinas, vernizes e ceras. Com essas misturas eu obtenho os mais diferentes tipos de relevos, texturas, brilho, opacidade e aspectos aveludados.

Voce já utilizou o minério de ferro em algum outro tipo de trabalho que não fosse a tela?

Sim. Já desenvolvi trabalhos de pintura utilizando o minério de ferro em ceramica, papel e tecido. Para utilizá-lo em cada tipo de material eu tive que realizar uma vasta pesquisa. Mas no final valeu muito a pena, porque os trabalhos sairam exatamente como eu imaginava.  

Quais as suas principais realizações profissionais e pessoais?

Além de fazer o que mais amo que é pintar e ter meu trabalho reconhecido. Uma das minhas principais realizações na vida é contribuir de alguma forma para o bem estar das outras pessoas. Aqui em Cambridge por exemplo, eu participei de vários projetos sociais, como o que realizei no MAPS - Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers. Lá eu desenvolvi um trabalho de ensino de arte e artesanato para um grupo de mulheres da terceira idade. Também participei em um grupo de voluntários na “King Open Preschool” em Cambridge. No Brasil participei de vários trabalhos de inserção social onde a pintura e a arte eram ensinados à população sem acesso a este tipo de informação. Fiz projetos usando lixo reciclado e trablhei com crianças especiais. Trabalho esse que gostaria muito de realizar novamente. Este tipo de trabalho é muito gratificante e me deixa muito feliz. A quebra de barreiras me faz crescer muito mais como artista e pessoa.

 

As obras de Margarette Mattos podem ser adquiridas diretamente no atelie da artista. E também podem ser conhecidas através de seu website: www.margarettemattos.com  


Por: Helena Martin – Cambridge – USA

 Voce sabia?
Os minérios de ferro são rochas a partir das quais pode ser obtido ferro metálico de maneira economicamente viável. O ferro encontra-se geralmente sob a forma de óxidos, como a magnetite e a hematite ou ainda como um carbonato, a siderite.
No Brasil, os estados onde se encontram as maiores reservas de Minério de Ferro são: Pará, Piauí e Minas Gerais.











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